CHARAUDEAU PATRICK.LINGUAGEM E DISCURSO MODOS DE ORGANIZAO PDF

O estatuto do narrador Histria do outro princpio da delocutividade narrador personagem Narrador no personagem Narrador personagem, mas no o heri, testemunha involuntria Histria de si mesmo princpio da elocutividade o narrador o heri Porta-voz do autor-indivduo-escritor Porta-voz de outro indivduo Ao mesmo tempo autor-indivduo e indivduo fictcio Narradores primrio e secundrio Multiplicidade de narradores Pontos de vista do narrador Estudos sugerem tripartio Viso por detrs Viso com Viso de fora Charaudeau prope bipartio Externo observao da aparncia fsica Interno interpretaes, suposies Texto modo narrativo Meus dois pedidos Lus Fernando Verssimo Agora posso contar. Foi assim. Recebi uma oferta do Diabo pela minha alma. Veio por e-mail, de sorte que nem vi a sua cara. Ele procurava na internet pessoas dispostas a trocar sua alma pelo que quisessem.

Author:Mikam Vot
Country:Great Britain
Language:English (Spanish)
Genre:Literature
Published (Last):13 August 2011
Pages:309
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A expectativa ou o que est em jogo para qualquer ato de linguagem pode ser descrito em termos de visadas, que correspondem a uma intencionalidade psicossociodiscursiva, a do sujeito falante, que tem em perspectiva um sujeito destinatrio ideal, j que ele no tem domnio dos efeitos produzidos2. Podemos determinar estas visadas atravs de um triplo critrio: 1 a inteno pragmtica do eu diante do tu, 2 a posio de legitimidade do eu e 3 a posio que, ao mesmo tempo, instaura para o tu.

Sem entrar muito em detalhes, descreverei, a seguir, apenas as nalidades que intervm no discurso propagandista: A visada de prescrio: 1 o eu quer fazer fazer ou pensar algo a tu e se encontra legitimado por uma posio de autoridade absoluta, ou seja, ele dispe de um poder de sano; 2 o tu se encontra, ento, em posio de dever fazer.

Encontramos esta visada, por exemplo, no discurso da lei, nos regulamentos e nas situaes nas quais se inscrevem as relaes hierrquicas professor, pais, superior hierrquico etc. A visada de informao: 1 o eu quer fazer saber algo a tu e ele se encontra legitimado por uma posio de saber; 2 o tu encontra-se em posio de dever saber3. Encontramos esta visada, por exemplo, nos discursos presentes nos centros de Para que haja intercompreenso, o sujeito interpretante, que se encontra na instncia de recepo, deve ao menos reconhecer a visada.

Um dever saber que frequentemente justicado a posteriori. A visada de incitao: 1 o eu quer fazer fazer alguma coisa a tu, como na visada de prescrio, mas aqui, no estando em posio de autoridade, eu no pode seno incitar a fazer a tu; 2 ele deve, ento, passar por um fazer crer a m de persuadir o tu de que ser o benecirio do seu prprio ato, de modo que este aja ou pense na direo desejada por eu; 3 o tu se encontra, ento, em posio de dever crer no que lhe dito.

Esta visada tpica dos discursos publicitrio e poltico. Levar em considerao estas visadas vai nos permitir descrever as caractersticas dos discursos propagandistas, enquanto contrato de fala, ou seja, fora de qualquer inteno manipuladora, j que as instncias de produo e de recepo do discurso conhecem as condies de produo. A questo da manipulao no pode ser tratada seno aps considerar estas condies.

Os tipos de discurso propagandista Deniremos, ento, o discurso propagandista como um discurso de incitao a fazer, cujas caractersticas enquanto tipo ideal so as seguintes: O eu se encontra numa posio de no autoridade e deve, a partir da, usar uma estratgia de fazer crer, que atribui ao tu uma posio de dever crer.

Este discurso se origina de um ato voluntrio proveniente de uma instncia de produo, um eu, que constitui uma fonte individual ou coletiva, que determinada e pode ser imputvel do ponto de vista de sua responsabilidade, razo pela qual exclumos o rumor desta caracterizao ver mais adiante. Ele tem como alvo uma instncia coletiva, o que explica que ele se inscreva sempre num dispositivo de difuso; da o qualicativo de propagandista no seu sentido etimolgico de difuso e circulao 62 O discurso propagandista: uma tipologia do discurso no espao pblico, junto ao maior nmero possvel de pessoas propagare.

Para conseguir o objetivo de fazer crer e colocar a instncia de recepo em posio de dever crer, o discurso propagandista se organiza de acordo com um duplo esquema cognitivo, narrativo e argumentativo4.

Charaudeau, , Em se tratando do narrativo e do argumentativo, o primeiro mais adequado para seduzir o interlocutor.

O esquema argumentativo feito para persuadir o interlocutor, se impondo a ele. Ele impe um modo de raciocnio e de argumentos para manifestar possveis objees em relao ao esquema narrativo precedente: 1 objeo em relao ao objeto de busca, o receptor pode julgar que a busca no lhe diz respeito; trata-se, ento, de impor a ideia de que voc no pode no querer esta busca voc est necessariamente concernido ; por outro lado, haveria tambm a hiptese segundo a qual o receptor aceitaria estar concernido, 2 objeo em relao ao meio proposto para realizar a busca, ou seja, o interlocutor pode considerar que existem outros; trata-se, ento, de impor a ideia de que somente o meio que te proponho vai te permitir realiz-la.

Assim denido, o discurso propagandista no pode ser taxado de manipulatrio, j que, uma vez mais, as duas instncias conhecem os termos do contrato. Linguagem e discurso: modos de organizao. So Paulo: Contexto. Por essa razo, preciso, sobretudo, examin-la no quadro das estratgias de discursos que o sujeito locutor emprega, como veremos mais a diante.

O discurso propagandista , desse modo, um tipo de discurso denido de maneira ideal que se concretiza por diferentes gneros que variam de acordo com: o tipo de legitimidade do qual goza o sujeito falante, a natureza do objeto de fala ou objeto de busca que constitui o fazer crer e o dever crer, e o lugar atribudo ao sujeito inuenciado. O discurso publicitrio: um contrato de semiengodos O discurso publicitrio se desenvolve num dispositivo triangular entre uma instncia publicitria, uma instncia concorrncia a outra marca e uma instncia pblico: A instncia publicitria tira sua legitimidade de sua posio na economia de mercado: o direito de vangloriar as qualidades de um produto em detrimento das qualidades dos produtos de seus concorrentes, o que faz com que ela se dena em oposio s outras instncias concorrentes.

Desta relao de concorrncia nasce um discurso superlativo o produto que lhe apresento o melhor. Ento, ela se apresenta como uma instncia benfeitora, j que diz instncia receptora como realizar seu sonho.

O objeto da fala duplo: por um lado, ele apresenta o objeto de busca ideal como um benefcio absoluto at mesmo um sonho ; por outro lado, apresenta o produto bem de consumo , no como objeto da busca, mas como o nico meio auxiliar para realizar o sonho. A instncia pblico atribuda, enquanto indivduo, a um duplo lugar de consumidor comprador potencial e consumidor efetivo da publicidade. Como consumidor comprador, ele le64 O discurso propagandista: uma tipologia vado a dever crer que tem uma falta e que somente pode querer ser o agente de uma busca que preencher sua falta, e que, para isso, contar com a ajuda do auxiliar que lhe proposto.

Como consumidor da publicidade, ele levado a apreciar sua encenao, ou seja, ser chamado a se tornar conivente com a instncia publicitria. O seu dever crer suspenso em proveito de um dever apreciar. Contudo, sabe-se qual relao pode se estabelecer entre os dois, j que se pode apreciar uma publicidade sem ser incitado a consumir e vice-versa. Assim, idealidade individual, superlatividade e apelo conivncia fazem com que o discurso publicitrio obedea ao contrato de semiengodos: todo mundo sabe que o fazer crer apenas um fazer crer, mas desejaria, ao mesmo tempo, que ele fosse um dever crer.

O discurso promocional: um contrato de benefcio social O discurso promocional5 no enaltece uma marca, mas visa a prevenir certos agelos a propagao de uma doena , a dissuadir as populaes de agir de certa maneira no mais fumar , a incitar a adotar certos comportamentos uso de preservativo : A instncia promovente tira sua legitimidade de sua posio de saber suposto e de uma postura de moral social. No se trata mais de estabelecer uma concorrncia num mercado de bens de consumo no h instncia concorrente , mas de se responsabilizar por uma idealidade social.

Ela se apresenta, no como um benfeitor, mas como um conselheiro. Trata-se, na verdade, daquilo que chamamos de campanhas de preveno. Mantenho este termo somente a ttulo provisrio para designar este gnero, que me parece importante distinguir. Exatamente neste ponto, ele diferente do objeto publicitrio que se apresenta como um bem-estar individual, de ordem hednica e de forma alguma tica.

A instncia pblico no , aqui, consumidora, mas civil e cidad: ela levada, moralmente, a dever reconhecer-se no comportamento estigmatizado e a dever querer seguir certo modelo de comportamento em nome de uma solidariedade social. Na campanha promocional, a falta no uma ausncia, como no discurso publicitrio, mas um tipo de comportamento que estigmatizado e que preciso corrigir.

A falta, aqui, considerada, desse modo, uma coisa ruim beber, fumar, engordar, dirigir em alta velocidade. Ao contrrio, na publicidade, a falta considerada a ausncia de algo potencialmente bom voc no tem seduo, prestgio, fora, sucesso.

Assim, a falta nas campanhas de promoo representa sempre uma ameaa consequncias graves e o indivduo destinatrio no pode ngir ser inocente. Ele deve se sentir obrigado a reconhecer que seu estado, ou o dos outros, representa um perigo social e ele deve se reprimir para aceitar uma busca no desejada6.

No h escapatria possvel, ele no pode se contentar em ser o que ele , visto que est engajado numa tica de responsabilidade Max Weber. O discurso poltico: da persuaso entre o racional e o emocional A atividade de persuaso e de seduo constitutiva do discurso poltico, j que, na democracia, necessrio conquistar o poder ou geri-lo com a aprovao popular.

No basta somente que a fala poltica seja dirigida a um pblico, mas preciso tambm tentar 6 O que explica o sucesso de emisses de televiso do tipo Telethon, Sidaction etc.

Quer se trate de conquistar o poder ou de geri-lo, a instncia poltica se encontra em situao de dever fazer aderir sua poltica uma maioria de indivduos sobre os quais no tem poder de injuno. Portanto, o discurso poltico se inscreve perfeitamente nesta visada de incitao a fazer acima denida. Mas preciso distinguir o que da ordem das estratgias de persuaso e seduo normais inclusive as demaggicas , e o que da ordem da manipulao dos espritos, embora reconheamos que a fronteira entre os dois seja um tanto quanto porosa.

Isso nos leva a interrogar sobre o que a manipulao. Da manipulao A manipulao igualmente um conceito armadilha; a primeira questo que se coloca se empregamos este conceito num sentido geral ou especco. Num sentido geral, a manipulao procede da visada de incitao a fazer: cada vez que nos encontramos numa situao na qual precisamos do outro para realizar nosso projeto e na qual no temos autoridade absoluta sobre este outro para obrig-lo a agir de uma certa maneira, empregamos estratgias de persuaso ou de seduo que consistem em fazer com que se compartilhe com o outro indivduo ou pblico um certo fazer crer.

A esse respeito, qualquer discurso que corresponda a uma visada de incitao seria manipulador. No entanto, no h a nada de muito repreensvel, visto que isto faz parte do jogo de regulao social. Tal denio no nos parece produtiva em termos de anlise, j que seria necessrio considerar como manipulador todo discurso de inuncia, com a conotao negativa que habitualmente se liga a este termo. Uma que o manipulador no revela seu projeto de realizao e o maquia sob um outro projeto que apresentado como favorvel ao manipulado quer o benefcio seja de ordem individual ou coletiva.

A outra que o manipulador, para melhor impressionar o manipulado, tira partido de certa posio de legitimidade que lhe dada pela situao e joga com uma credibilidade que ele teria adquirido em outra parte. A consequncia disso que o manipulado, ignorando o verdadeiro teor deste projeto, se deixa persuadir por esta falsa aparncia e entra no jogo de persuaso do manipulador sem se dar conta.

Assim sendo, a manipulao vem acompanhada da iluso, pois h a relao entre um inuenciador-manipulador que esconde sua inteno e um inuenciado-manipulado que ignora esta inteno. Este ltimo pode at mesmo ser a vtima mas no necessariamente. Veremos alguns exemplos disso mais adiante. As estratgias discursivas empregadas para manipular so sempre as mesmas: Narrativas dramticas nas quais so postos em destaque heris e vtimas com o intuito de produzir s vezes angstia, s vezes exaltao; Discursos de promessa, ou at mesmo de profecia, um discurso de encantamento mais ou menos mgico que faz parte de uma ordem moral dever fazer ou no fazer ou de um sonho poder fazer , sem, no entanto, se apresentar de maneira prescritiva no se deve dar a impresso de ser autoritrio, sob pena de se tornar suspeito de forma a suscitar a esperana por dias melhores; Discursos de provocao do afeto que completa o precedente, na medida em que se trata de tocar a emoo, sob seu aspecto eufrico, para provocar alegria e simpatia, ou disfrico, para provocar temor e medo.

Bush aps o 11 de setembro 68 O discurso propagandista: uma tipologia e, mais tarde, o eixo do Mal. Estes so propsitos, ao mesmo tempo, de compaixo como todos aqueles que so lanados s vtimas de violncia crianas, mulheres e todas as pessoas inocentes e de exaltao.

Estas diferentes estratgias so acompanhadas de procedimentos formais de simplicao e de repetio. A simplicao se d atravs do emprego de frmulas imagticas, de slogans que tm como efeito essencializar os julgamentos, transform-los em esteretipos e torn-los suporte de identicao ou de apropriao. A repetio destas frmulas e slogans vai da inoculao difusa repetio excessiva, com a ajuda de diversos meios panetos, boca a boca, cartazes , meios amplicados pelas mdias atravs de matrias nas rdios e nos jornais televisivos que so repetidas exausto at que se tenha o resultado desejado.

Tal definio de manipulao exclui de seu campo o rumor. No rumor, a fonte enunciativa desconhecida e no imputvel. No podemos determinar qual instncia falante estaria na origem do rumor e, desse modo, no podemos atribuir nenhuma responsabilidade intencional. Do mesmo modo, no saberamos especicar qual projeto estaria supostamente escondido no discurso de rumor. Da a proliferao de hipteses e de suposies, ao imaginarmos quem poderia ser o indivduo ou o grupo de pessoas que agiriam s escondidas.

Isso faz com que o rumor no contenha em si um princpio manipulatrio, j que ele repousa sobre a incerteza: incerteza quanto fonte do rumor, incerteza quanto inteno que o fundaria. A manipulao, no seu sentido particular, resulta de uma inteno voluntria e sua fonte deve poder ser reconhecida e imputvel. Portanto, 69 Anlises do discurso hoje se podemos armar que a fonte do rumor determinvel, porque ela objeto de uma instrumentalizao.

Um exemplo disso o que ocorreu na Frana e foi chamado de O caso de Dominique Baudis, em Toulouse: acusado de envolvimento em de casos de proxenetismo, o antigo prefeito de Toulouse e presidente do Conselho superior da audiovisual CSA , teve que se defender contra um rumor cuja fonte no se conhecia, at que esta foi descoberta, transformando o rumor em ato de manipulao poltica.

Os avatares do discurso poltico Podemos, ento, agora, ver como o contrato do discurso poltico pode ser desviado para ns de persuaso utilizando estratgias que podemos chamar de manipuladoras, porque operacionalizam um iludir voluntrio, o que pe o sujeito manipulador fora de qualquer postura tica.

Examinaremos, na sequncia, duas formas: o populismo e a propaganda. O populismo: uma manipulao consentida O discurso populista uma forma soft de manipulao. Neste tipo de discurso, h temas recorrentes: as instituies polticas perderam toda a autoridade, a burocracia fonte de todos os males; a classe poltica e as elites so podres, ou at mesmo corrompidas e isoladas do povo; existe um homem ou uma mulher providencial, carismtico, visionrio, capaz de romper com o passado e que ser o salvador da sociedade.

Evidentemente, este tipo de discurso somente pode ser entendido se existe uma fomentao de crise social desemprego, insegurana, injustia , que causem a perda das referncias de identidade nao, classe.

O discurso populista tambm responde s condies de dramatizao que so susceptveis de tocar o afeto do pblico conforme um roteiro trilgico que consiste em: 1 estigmatizar uma situao crise 70 O discurso propagandista: uma tipologia social da qual o cidado a primeira vtima; 2 dizer qual a fonte; e 3 anunciar qual soluo pode ser proposta e quem pode ser o salvador. Para evidenciar a situao de crise, basta acumular narrativas e anedotas que descrevam crimes, delitos, atos de delinquncia que acompanhariam a vida cotidiana.

Na prtica, isso se d em amlgama: amlgama das causas a atrao do lucro, pelo trco de drogas, a loucura etc. Tudo isto se d com a ajuda, se possvel, de nmeros e porcentagens lanados aos quatro ventos, cuidando para que cidado comum no tenha meios de veric-los. Ou ainda, sero sublinhados: o estado desastroso da situao econmica, a situao de runa do servio pblico transportes, escolas, hospitais etc.

Por exemplo: [A juventude da Frana] conhece hoje os frutos amargos da decadncia econmica, social, poltica e moral, os agelos do desemprego, o individualismo extremo que conduz ao isolamento e ao desespero Souchard, , p. E para que esta situao de crise seja ainda mais inquietante, convm anunciar as consequncias nefastas, as ameaas que pesam sobre os ombros de cada um: Os pilares da sociedade: exrcito, polcia, justia vacilam, anunciando o tempo da anarquia e da desordem.

Souchard, , p. Por exemplo: Um milho de imigrantes, um milho de desempregados, apontava Jean-Marie Le Pen nos anos Mas a fonte do mal pode tambm residir em pessoas ou grupos, igualmente apresentados de maneira global e indeterminada e que so apresentados como adversrios a serem combatidos: os marxistas, os socialistas, os capitalistas, os fascistas e outros grupos partidrios tidos como portadores de uma ideologia contrria sua; os partidos, de esquerda ou 71 Anlises do discurso hoje direita; os lobbies o lobby antirracista ou dos direitos do homem, para Jean-Marie Le Pen , os grupos de interesses: aqueles do capitalismo annimo, das transferncias nanceiras macias da especulao, das grandes multinacionais Souchard, , p.

Com isso, o defensor destas medidas aparecer de forma to credvel que construir para si uma imagem de homem forte um ethos de potncia e de chefe e de salvador da nao. Estas condies de dramatizao devem ser consideradas por seu efeito emocional e no por seu valor argumentativo. A propaganda: impr uma verdade pela iluso Aqui, reencontramos as caractersticas do discurso de manipulao: 1 uma instncia de propaganda que visa impor uma verdade a uma larga opinio para inuenciar seu comportamento, maquiando sua inteno pelo anncio de uma informao mentirosa engodo e se apoiando 72 O discurso propagandista: uma tipologia sobre uma posio de autoridade de saber; 2 uma instncia que se dota de meios de comunicao que evidenciam sua potncia demonstrativa espetacularizao de grandes aglomeraes, aparelhos para inculcar de fatos, utilizao de diversas redes ; 3 uma instncia pblico, que interpelada como instncia cidad, que no tem meios para vericar a veracidade dos discursos que lhe so dirigidos e que se deixa levar pela falsa aparncia de verdade.

Podemos, entretanto, considerar que h dois tipos de propaganda, segundo a natureza de sua nalidade: uma que chamaremos de ttica e outra que chamaremos de profetizante.

A propaganda ttica Ela consiste em lanar intencionalmente uma falsa informao ou em denunciar como falsa uma informao que circula na sociedade, para que a opinio pblica julgue os acontecimentos de uma determinada maneira ou que aja numa determinada direo. Por exemplo, G.

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A expectativa ou o que est em jogo para qualquer ato de linguagem pode ser descrito em termos de visadas, que correspondem a uma intencionalidade psicossociodiscursiva, a do sujeito falante, que tem em perspectiva um sujeito destinatrio ideal, j que ele no tem domnio dos efeitos produzidos2. Podemos determinar estas visadas atravs de um triplo critrio: 1 a inteno pragmtica do eu diante do tu, 2 a posio de legitimidade do eu e 3 a posio que, ao mesmo tempo, instaura para o tu. Sem entrar muito em detalhes, descreverei, a seguir, apenas as nalidades que intervm no discurso propagandista: A visada de prescrio: 1 o eu quer fazer fazer ou pensar algo a tu e se encontra legitimado por uma posio de autoridade absoluta, ou seja, ele dispe de um poder de sano; 2 o tu se encontra, ento, em posio de dever fazer. Encontramos esta visada, por exemplo, no discurso da lei, nos regulamentos e nas situaes nas quais se inscrevem as relaes hierrquicas professor, pais, superior hierrquico etc. A visada de informao: 1 o eu quer fazer saber algo a tu e ele se encontra legitimado por uma posio de saber; 2 o tu encontra-se em posio de dever saber3.

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Kagrel The following points were made: Philosophically, we stand for a return to a social theory, with a global project oriented by principles that support a more comprehensive understanding of public life. One critical impact on the political dimension is the movement of some decision-making power from the nation-state, or country level, to the global level. For me, media discourses patrick. Public Sphere Reconsidered: Theories and Practices Life-world is described as a linguistically organized stock of interpretative patterns which are largely implicit but necessary for the conduct of practical social interaction and communication Habermas, For example, the motivation of young adults to participate in traditional politics has diminished to leave more time for entertainment and interpersonal relations: University of Wisconsin, The idea of the public sphere, steeped in the Enlightenment and the earliest formations of democracies in western European countries, is harnessed to the ideal of an inclusive democracy which represents the majority, upholds their interests and promotes their activities as vocal citizens participating in the life of the nation. Besides contributing to the enrichment of discussions on Discourse Analysis, this book disseminates the ideas of Patrick Charaudeau. All ethical actions, whether individual or collective, are based on norms, and all valid norms are social in the i i i i i i i i The globalization-friendly global public sphere.

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