LIVRO UMA VIDA EM SEGREDO DE AUTRAN DOURADO PDF

Akikazahn From Wikipedia, the free encyclopedia. Dourado was born in Patos de Minasstate of Minas Gerais. Para mim o quadro remete a figura concreta, uma fotografia: First-time novelists of any age often find themselves unable to get published, because of a number of reasons reflecting the inexperience of the author 3. No warranty is given about the accuracy of the copy. Most literary critics consider Segrevo work to have similarities to Baroque literature.

Author:Tocage Salrajas
Country:Kazakhstan
Language:English (Spanish)
Genre:Software
Published (Last):9 May 2013
Pages:155
PDF File Size:9.83 Mb
ePub File Size:14.41 Mb
ISBN:301-2-29477-334-4
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Autran Dourado conseguiu fazer da humilde Biela, com sua canastra e jeitos acanhados, uma personagem que penetra fundo no coraзгo dos leitores e se torna inesquecнvel. O narrador evidencia a simplicidade, o desapego aos bens matйrias de Biela e atravйs do fluxo de consciкncia, recurso utilizado por Autran Dourado, й mostrada a inadaptaзгo da personagem ao espaзo urbano. Pode-se concluir que a personagem teve a vida desperdiзada devido а sua criaзгo, mas o verdadeiro segredo sу ela realmente conhece.

Uma vida em segredo й uma novela onde o escritor discorre sobre a gente simplуria do interior das Minas Gerais. A protagonista Figura de grandeza franciscana, Biela й sobretudo o sнmbolo de um mundo que й pobre, rude e coitado sу para quem se detйm na superfнcie das coisas. Ela tem em si a Graзa dos "pobres de espнrito", para ficar nos termos do catolicismo que, afinal, й a religiгo onipresente da pequena cidade.

Й quase detentora de uma santidade tгo mais crнvel porque em tudo e por tudo despremeditada, inconsciente. Guarda como absoluto tesouro suas lembranзas da roзa: o barulho de um monjolo, a voz da mгe, o canto dos passarinhos. Й seu foco de resistкncia a um mundo infamiliar, hostil. Interiormente, Biela й muito mais viva e interessante que toda a sua famнlia citadina, convencional а medula. Ela й, na verdade, a portadora das chaves de um reino paradisнaco escondido por um atavismo de acanhamento, de rudeza, de simplicidade pouco cativante.

Sua "vida em segredo" й a vida de quem й obstinadamente fiel a si mesmo e por isso tem direito ao Paraнso, jб estб nele, mesmo sem sabк-lo e atй principalmente porque nгo o sabe.

Enredo Uma Vida em Segredo, conta a histуria da moзa Biela, que, depois da morte do pai e jб уrfг de mгe, й obrigada a deixar sua terra, a Fazenda do Fundгo, para morar na cidade, em casa de parentes. Centrado na figura da prima Biela, o enredo elucida os dramas morais e psicolуgicos da moзa feia que cresceu na roзa e mudou-se para a cidade apуs a morte do pai.

Reprimida, ela transforma seus desejos em reclusгo voluntбria. Apуs a morte de seu pai, a jovem Biela, de 17 anos, passa a morar com Conrado, seu primo, que a leva para viver junto com sua famнlia em uma pequena cidade. A vida de Biela acontecia no mais profundo silкncio. A chegada de Biela а casa dos primos dб o tom ao livro: ela fica paralizada na porta, nгo consegue me mexer, ou se manifestar.

Constanзa a pega pelo braзo, a leva para o centro da famнlia e comeзa a falar sem parar, fazer planos e perguntar da viagem.

Quanto menos Biela fala, mais Constanзa tagarela; quanto mais Constanзa tagarela, mais Biela fica intimidada de falar qualquer coisa. Constanзa, esposa de Conrado, busca adaptar Biela a uma vida social de acordo com as posses da famнlia e para tanto encomenda vestidos ricos e a ensina a se portar como uma jovem educada e rica. Biela, por seu lado, sentindo a afeiзгo genuнna da prima, tenta se deixar moldar e se adaptar аquele novo ambiente.

Biela й coerente, fiel a si mesma, uma personagem densa e intimista, que aceita a imposiзгo do destino, mas а sua maneira. Extremamente calada e retraнda, Biela afunda mais e mais dentro de si mesma. Por fim, й pedida em casamento pelo filho de um dos fazendeiros da regiгo. O rapaz й um bom partido e Biela aceita somente por insistкncia de Constanзa.

Entretanto, pouco antes da cerimфnia, o noivo foge. Depois disso, Biela rompe de vez com o mundo externo. Afasta-se da famнlia, vai dormir em um quarto nos fundos da casa e passa a conviver cada vez mais com os empregados, com quem descobre os prazeres da palavra, de conversa sobre bichos, comidas e coisas da terra.

E torna-se, finalmente, feliz. Criada no campo, morando a vida toda com um pai carrancudo e calado, sem ter uma figura materna em sua vida, Biela estб totalmente despreparada para lidar com o ambiente da cidade e para interagir com Constanзa. Apesar de toda a boa vontade da prima, sua verborragia sу enfatizava que Biela nгo estava mais em seu mundo, em seu meio ambiente. А torrente de palavras de Constanзa, Biela responde com o que sabe, com o silкncio.

Perseguida pelos meninos da casa, em um ambiente totalmente novo, Biela vai aos poucos soltando a lнngua. Primeiro, com o pessoal da cozinha, depois, quando a sуs com Constanзa, sempre temerosa de dizer inconveniкncias, sempre tentando inserir no seu minguado vocabulбrio as palavras que a ouvia.

Trecho da obra Quem deu a idйia de trazer prima Biela para a cidade foi Constanзa. Deixa, Conrado, traz ela cб para casa, disse. Biela fica morando com a gente, pode atй me ajudar com as meninas, fazer companhia. Olha, quando vocк vai para a roзa, tem dias que eu sinto uma falta danada de alguйm para conversar.

De noite, entгo Tem Mazнlia, se limitou Conrado na resposta. Mazнlia, disse ela, ainda й menina. Jб й mocinha, disse Conrado, de pouca conversa. A princнpio Conrado nгo deu muito ouvido, tinha outra coisa em mente.

A ele, como homem, competia decidir. Ainda mais agora, tutor e testamenteiro. Era calado, ordeiro, sйrio, compenetrado. As vezes punha a questгo em forma de pergunta, mas nгo era para a mulher responder, ela sabia: mais uma forma de pensar alto.

Quem sabe nгo era melhor mandб-la para o convento das freiras, lб em Ubб? Ela podia dar um bom dote, e depois a heranзa, as freiras a aceitariam logo com gosto. Constanзa, que nгo percebeu que o marido estava apenas pensando, ou fez que nгo percebeu, ponderou, nгo ia dar certo, Biela nгo tinha com certeza nem cartilha nem Trajano, nem educaзгo direito, criada lб na roзa, sу com o pai, homem fechado e meio manнaco, que nunca saнa do Fundгo.

E jб era moзa velha, para aprender. As freiras nгo aceitariam. Nгo digo pra ser freira, disse Conrado esquecido de que estava apenas pensando. Que nгo sei nem se ela tem vocaзгo. Pra morar lб com elas. Depois, quem sabe?

Pode prestar serviзo. Constanзa, senhora da brecha que o marido abria na sua decisгo, disse nгo fica bem, o que й que vгo dizer de nуs, de vocк que foi nomeado tutor e testamenteiro, mandar ela para longe, quando tem tanto lugar aqui em casa? Conrado nгo gostava da idйia. A mulher nгo conhecia a prima, nгo sabia como ela era, como eram seus hбbitos. Capaz de nгo dar certo.

Moзa criada na roзa, sem mгe desde cedo, com suas maneiras lб dela, talvez nгo se desse bem morando na cidade com eles. Ele mesmo mal a conhecia, sу vira a prima umas duas ou trкs vezes, quando tinha ido а Fazenda do Fundгo tratar de uns negуcios de gado com o primo Juvкncio Fernandes. Primo Juvкncio era seu primo por parte de pai. Se lembrava da primeira vez que viu Biela. Prima Biela sу o cumprimentou porque primo Juvкncio disse vem cб dar bom dia pro primo.

Ela o cumprimentou arisca meio de longe, estendendo-lhe as pontas dos dedos, os olhos no chгo. Depois saiu ligeira para os fundos da casa, nгo apareceu mais. E a prima? Deixa pra lб, tem dessas esquisitices de ausкncia de moзa solteira, desculpou o pai. Mas nгo estб certo, foi Conrado pensando enquanto calcava de leve as esporas nos vazios do cavalo.

Criar moзa assim tгo sozinha, desde menina, sem nenhuma mulher mais velha para gerir. Primo Juvкncio, quando prima Gasparina morreu, devia ter tomado de novo estado, ou vindo com a menina para a cidade. Mas nгo, primo Juvкncio era de outros tempos. Cismado, meio louco-manso-enfezado nas suas opiniхes, ficou para sempre reinando sozinho no territуrio do Fundгo. O primo era de umas ausкncias de vista estranhas, ficava olhando enviesado uns longes para alйm dos cimos.

Tinha atй, de raro em raro, uns ataques de repelгo e espuma, diziam que ficou bom no fim da vida, com umas ervas de seu Querкncio Gouveia. Conrado no fundo tinha medo, a coisa podia se repetir na filha Biela, essas histуrias de heranзa de corpo e da alma. Nada, tem disso nгo, procurava se acalmar, histуrias de gente sem oficio e ocupaзгo.

Depois, nunca tinha ouvido dizer nada de prima Biela, vocкs sabem como estas coisas correm. Conrado nгo gostava da idйia, cismarento. Pesava no prato de sua decisгo uma razгo muito escondida, que ele nгo queria nem pensar: primo Juvкncio Fernandes deixou escrito, foi o que explicou o tabeliгo, que o usufruto dos bens seria dele, enquanto Biela estivesse em sua guarda, menor que era, como convinha.

Esta parte ele nгo contou a ninguйm, nem а mulher, para que Constanзa nгo o ajudasse a pensar claro demais. Conrado nгo gostava da idйia mas acabou cedendo. No fundo jб se decidira, quaisquer que fossem as conseqькncias. Agora era arranjar as razхes de espнrito, para a alma quieta, tranqьila, no remanso. Nгo foi difнcil, as artimanhas, os esconde-escondes da alma.

Afinal nгo era sua prima? Juvкncio nгo lhe queria tanto, nгo tinha tanta confianзa nele, nгo o encarregara de tudo em testamento e por boca? Da Fazenda do Fundгo, do dinheiro no banco, dos tнtulos e jуias de prima Gasparina. Depois, tinha as suas vantagens ela ficar morando com eles - podia, com ela perto, cuidar melhor de seus negуcios, ouvi-la nas suas vontades, ver juntos o que iam fazer da Fazenda do Fundгo.

A Fazenda do Fundгo era de muitos e muitos alqueires de terra. Tudo terra boa, terra roxa de cafй. Os cafezais eram velhos, й verdade, mas havia ainda muita terra livre, pastos sem fim, o gado, muito gado. Conrado fazia o arrolamento, pensava e repensava. Com ela perto, seria mais fбcil defender os interesses de prima Biela.

Depois, Constanзa queria tanto, fazia tanto gosto, alvoroзada com a novidade. Estб bem, disse ele, que jб tinha concordado com a idйia da mulher mas nгo queria dar parte de fraco; vou pensar e depois que eu decidir, a gente se fala.

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